Ninguém Presta Atenção

A Copa está acabando e os festivais de cinema estão rolando com tudo. Daqui para frente teremos Paulínia, Gramado, Rio, Mostra, Brasília.

Cinema e esporte - e claro, música - são formas, a meu ver, que o Brasil tem para conseguir driblar a falta de comprometimento do povo. Não sei você, mas acho o brasileiro de uma falta de comprometimento enorme. Aquele povo pacífico, que só quer praia e carnaval e comemorar algum título, seja lá de que forma for. Se é tênis, logo o esporte vira moda e some. Se é vôlei, idem. Ontem, o Cristovam Buarque foi 'Retuitado' por poucas pessoas ao escrever que o Brasil ficou triste por ficar em oitavo no Mundial, mas ninguém se mexe para mudar os políticos que nos deixaram em 85° na educação. 

Estamos acostumados a falar mal dos argentinos, é praxe odiá-los. Mas vocês viram a manifestação de apoio quando a seleção deles desembarcou em Buenos Aires?

 

No Brasil, nada nem parecido. Só aplausos para o Dunga no RS, o que não é difícil de entender, pela ligação dele com o estado e os Colorados.

Será que é tão vergonhoso perder, que o brasileiro não quer nem aceitar a culpa e aprender com isso?

Será que ninguém na política terá como bandeira a educação, seja através do cinema, da música, do esporte? Somos bons nisso!

Mas com treino! E o tal orgulho de ser brasileiro, com muito amor. Que, sinceramente... Acho uma mentira deslavada.

É só enquanto está ganhando.

Pronto, falei.

 

 

Justiça

 

Salsichão com Chocolate!




Viva a vitória da qualidade, mesmo que fria, como a alemã!

Tchau Brasil de Andrés Sanches e R. Teixeira. (Socorro!)

Tchau Maradona, Messi, Tévez e Mascherano.

Estou feliz.

A Mão Fabulosa

 

É um prazer voltar a escrever aqui em meio à Copa do Mundo e após uma emoção sem igual ontem.

Há tempos não via as pessoas comemorando e gritando um gol do Brasil com tanta vontade e por tanto tempo. 

Tudo bem, vendo as outras seleções, principalmente o 7x0 que Portugal acaba de fazer em cima dos norte-Coreanos, dá para pensar que, claro, as coisas não são fáceis.

Morri de rir ontem com o Maradona criticando o juiz. Logo ele, que deu um título com a mão mais descarada dos últimos tempos. 

Mas quem usa a mão com essa cara-de-pau, é punido. A França, por exemplo: está aí no lugar da Irlanda, que tinha a vaga nos pés, não fosse a mão descarada de Thierry Henry.

Maradona também foi punido, ao ter de 'engolir com os olhos' o golaço de braço, de ombro - não teve mão! - e de uma enorme categoria e talento de Luís Fabiano.

O Fabuloso dizia que desencantaria, e tão logo isso aconteceu com o primeiro golaço, ele ainda nos dá aquele momento sublime de inspiração e chapéus.

Não posso acabar o post sem elogiar Kaká e Elano, Julio Cesar e Lucio. A seleção está engrenando e, mesmo com toda a politicagem da CBF, eu torço para nossa seleção.

Torço para Luís Fabiano, torço para o Brasil.

 

 

O Cara de Gary, Indiana

Ia parar de escrever aqui um pouquinho, mas não dá. Michael Jackson foi a maior influência artística da minha vida.

Desde criancinha, quando já entendia o valor de músicas como I Want You Back, ABC, The Love You Save, Never Can Say Goodbye, I´ll Be There, Rockin' Robin e achava demais aqueles cinco caras com roupas coloridas e microfones das mesmas cores abrindo vocais e cantando aqueles funk souls swingados. E o desenho animado daquele "garotinho incrível", como dizia o Ed Sullivan.

Aí vieram Blame it On the Boogie, Off the Wall, Rock With You, Don't Stop 'Till You Get Enough. E a parceria com o produtor Quincy Jones, que iria mudar a história.

Há 25 anos, Michael quebrou todos os recordes da indústria. Thriller foi o álbum mais impressionante que eu já vi. Nenhuma música é perto de média. Todas são perfeitas, a ordem inclusive. O dueto com Paul, o solo do milênio do Eddie Van Halen, a percussão do Paulinho da Costa, a voz do Vincent Price. O álbum perfeito. A coreografia perfeita, os claps perfeitos no refrão de Thriller com o bumbo, aqueles passos... 

Por causa daqueles passos, mistos de Fred Astaire com James Brown, eu quis entrar para o ballet, e depois de 7 anos para o ballet moderno. Eu queria saber fazer aquilo, eu tinha que fazer aquilo, que era tão emocionante de ver. Quando fui me apresentar pela primeira vez no jazz, a música foi "a nova do Michael", Bad. Com direito a jaqueta prateada, luva branca e sapato de sapateado. Dancei como se não houvesse amanhã. Ele merecia o meu melhor para dançar a música dele. 

Aos 7 anos de idade, nossas festinhas da escola eram "festas Michael". Gel no cabelo, colete de nylon, meia que brilhava, coreografias na ponta do pé. As mães felizes porque, de tanto dançar, dormíamos acabadas. Lembro quando escutei Wanna Be Startin' Something pela primeira vez e aquele groove me enlouqueceu, eu queria dançar aquilo a semana inteira.

Todo mundo queria dançar aquilo a semana inteira.

E o moonwalker? Vai pra PQP! O ponto máximo que todo mundo queria chegar. Se um menino soubesse fazer algo que lembrasse o moonwalker, esse era O cara! Não houve viva alma que não tentou fazer o passo do Michael. As pessoas pareciam não acreditar naquele cara no palco, que era tímido, mas ali em cima...

Ele era O Cara.

O Fred Astaire elogiou o Michael nessa noite do Billie Jean, e disse "You're a hell of a dancer, Michael". Foi um dos maiores dias da vida dele, disse ele.

E dizia que as crianças o inspiravam. Que elas não tinham rancor, falavam tudo o que vinha à cabeça, sem pensar nas reações. Ele tinha sim, um complexo de Peter Pan, que o levou a virar o que virou.

Mas imagina um cara, o fodão da cocada, de repente ficar cor-de-rosa... Nunca vou esquecer no show, quando a manga do casaco dele abaixou e vi o braço todo manchado, de rosa e negro, como viver assim?  Como ser o cara mais talentoso do mundo, manchado, desfigurado? Claro que isso pirou a cabeça dele, ele que não teve amigos de verdade, que viu gente se aproximar só porque ele era o Michael.

Mas nunca vou julgá-lo. Como é que eu vou julgar um cara que sabe tudo de cantar e dançar? O cara que me ensinou a abrir um acorde com a voz! O cara que me fez entrar numa aula de dança. O cara que me ensinou o que é um solo de guitarra, muito antes de eu gostar de qualquer banda de rock.

O cara trabalhou com Coppolla, em Captain EO; Scorsese em Bad, John Landis em Thriller. Com os melhores músicos. Com parceiros como Stevie Wonder, Paul McCartney, Ray Charles.

O cara vendeu mais de 750 milhões de álbuns.

O cara ganhou 13 Grammys.

O cara vai deixar saudades absurdas, do que ele já representou nesse mundo em matéria de excelência musical.

O cara deixou um grande vazio no meu coração. Que, graças a Deus, dá para preeencher com sua música, seus passos, sua magia.

Se um dia eu aprendi um passo e uma nota musical, tudo foi culpa dele.

Vai com Deus Michael, a sua estrelinha tá brilhando bem forte no céu. 

Incompreendido, como todas as crianças, o Rei do Pop é vaga que não tem substituto. 

Nunca. 

Triste demais. 

Como tiraram o HTML do YouTube, segue o link de The Wiz - Ease on Down The Road, a música.

http://www.youtube.com/watch?v=48ezAB-oQqI&feature=PlayList&p=6A57B44E547E7713&index=1

Michael no auge, fazendo o espantalho, que queria um coração.

Conquistou milhões, esse O cara...

EM OBRAS

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BEIJOS.

 
 

Aqui não!!!

 

Hoje o São Paulo jogou. 

Hoje o Muricy não inventou.

E assim é que se faz para neutralizar o Cruzeiro e qualquer time que vier ao Morumbi. Se jogar sério assim, dá.

Estou falando isso há 2 meses. Sem inventar, dá. E hoje deu. Foi lindo. 3 gols dos 3 atacantes, chapéu do Marlos antes do gol, Kléber neutralizado. 

Assim, e só assim, o São Paulo será campeão. 

Sem invenções.

Gostei demais.

 

 
 

UEFA

 

 

 

E amanhã, para ver Barcelona x Manchester, não é que a minha irmã ganhou a promoção da Heineken para ver de graça em um bar e com táxi levando e buscando?

E o bar é o The Joy, hahahahhahahah! 

Assim, Pri, Sô e eu (e Bonazzi & Friends) vamos lá amanhã assistir e ver se sobram garrafinhas pra nós, que afinal, estamos na foto vencedora.

Boa, Bi! 

 

 

 

Bailinho SP

 

Mais cheio que o do Rio. Mais frio também. Venta na Casa das Caldeiras.

(Pri, impagável a cara do Fred. Rs.)

Bailinho é sempre bom.

Fotos Roberto Larroudé. Menos a que ele aparece.

Em Minas

 

Em dia de finais de campeonato Brasil afora, pude pela primeira vez assistir a uma final no Mineirão, muito bem acompanhada por meu amigo-superstar cruzeirense Bauxita, que além de vocalista do Código B é comentarista da TV Alterosa, em BH. Não dá pra andar com ele na rua, não! Riso

Esse Atlético x Cruzeiro foi bacana e triste ao mesmo tempo. No Brasil não dá pra ter Copa do Mundo (há quanto tempo digo isso...) enquanto não houver profissionalismo nos estádios. Quem acompanhou os destaques da partida viu que o Leão (sempre) invadiu o campo para tirar satisfação com a auxiliar. Ele já está errado, e a repórter da Globo que entrou em campo e quase levou um encontrão está tão errada quanto. Repórter não pode invadir campo, senão dá o que deu. Polícia, desencontro, totalmente desnecessário.

 

Momento "Por que larguei o vôlei?"

Mas a festa do Cruzeiro foi bonita e merecida. Parabéns aos campeões estaduais.

 

(Fran, não deu dessa vez...)

Bauxita e Érika, mais uma vez sem palavras, vocês são demais.

Edu & Alessandra, que sejam felizes para sempre e tenham uma vida maravilhosa

Comida de Buteco de BH – Devia ser proibido. Ainda bem que eu moro longe, assim só comi 5 dos 41.

 
 

Assistindo aos jogos desta rodada e lembrando - ao ver o pênalti que o Chicão perdeeeeeeeu de forma surreal - de quantas jogadas esquisitas têm acontecido ultimamente.

1) Este pênalti de agora: bola na trave, cruza acompanhando a linha do gol retinha até a outra trave e de lá para o pé do zagueiro.

2) Gol do Dagoberto de costela esquerda.

3) Os vôos para dentro do gol de Rogério Ceni - que culminaram com a pisada no buraco.

4) Felipe, ao dar uma cortada pra dentro do gol contra o Palmeiras.

Mais alguma?

Acabando a Zica

 

Estádio do Morumbi, quinta-feira passada, Libertadores.

Algo não estava bom...

O Craque que tentava Cair pra Cima dos adversários ganhava estranha menção.

Enquanto isso, no Hospital Albert Einstein, Pedrinho, recém-primo, recebia suas primeiras visitas.

Quarto de um são-paulino é sempre algo diferenciado:

Pena que Pedrinho chega ao mundo e não vai ver, em seus primeiros meses, um ídolo jogar.

Sinal divino, Lei de Murphy, Zica. Chame como quiser.

Fato é que essas finais do Paulista prometem.

E Rogério, com frango, perú ou qualquer outro ser volante aviário que haja, você merece respeito.

Todo o respeito do mundo. Deve estar sendo f****.

Assim não vale. Força, Capitão!

 

Army

 

Um belo dia estou voltando do trabalho para casa, era sábado e eu vinha de uma pré-estréia no Bristol.

Ao virar na minha rua, vejo ao longe um garotinho de capa preta e uma senhora, ao lado dele, ambos indo embora, de costas.

Na porta da minha casa, Duda ria.

O garotinho estava vestido de Gene Simmons (ok, sem botas), e foi com a avó dele atrás do lugar onde - teoricamente - funcionaria o Kiss Army.

E assim, descobri que a casa onde moro foi a sede do Kiss Army, fã-clube da banda. Só que isso deve ter sido nos idos de 1980/90!!!!! Pena que a Revista Bizz acabou e, conseqüentemente, o guia de fã-clubes que vinha com ela anualmente, ficou meio defasado.

Ontem no show vi que o amor ao rock pode, sim, ser passado de pai para filho. Havia famílias, crianças pintadas, sabendo as letras mais do que muito adulto. O Kiss para mim foi exceção, pois na categoria "bandas seguras" da infância, penso que meus pais não curtiam muito que eu crescesse com valores tais como um vocalista cuspindo sangue e um guitarrista sexy que era mau marido para menininhas.

Assim, ninguém contava com que eu ganhasse de aniversário, aos 14 anos, o cassete de Dressed to Kill, de 1975. E que nele houvesse, além de Rock and Roll All Nite, um dos melhores rocks que eu já ouvi: She.

 

Batida forte, acordes simples e felizes.

Essência do rock.

Nunca mais fui à boateca do Paulistano ou ao Blackout do Pinheiros.

E tive mais uma vez a certeza de que o Kiss não é uma banda comum. É um espetáculo.

 

Yeah

É AMANHÃ!!!!!

 
 

Pai dos Clássicos

 

Sorvete e calda de chocolate, sol e mar, filme e música. Coisas que não dá para saber como viver sem.

Filme e música andam juntos desde que a banda sonora trouxe esta possibilidade para deixar a vida melhor. Ver uma cena bem dirigida acompanhada de uma música incrível, potencializa o que um espectador quer: o arrepio - bom ou ruim - de um beijo, um susto, um sonho, um crescendo, um ápice. E poucos foram e são as pessoas que entendem a sutileza de um diálogo e a importância de notas musicais que dão clima a uma história.

Ontem, Maurice Jarre, um dos grandes compositores do cinema mundial, virou estrelinha no céu. Nascido na França, Jarre compôs músicas para mais de 160 filmes e especiais para filmes franceses, italianos, britânicos e norte-americanos. Pai do "cara-que-toca-luzes-em-Houston", Jean-Michel Jarre, Maurice ganhou 3 Oscars pelas trilhas sonoras de 3 filhotes nobres: Doutor Jivago, Lawrence da Arábia e Passagem para a Índia - todos da parceria com o diretor David Lean.

Topázio, de Alfred Hitchcock também tem sua partitura, assim como obras tão ecléticas como as melodias de Ghost - O Outro Lado da Vida, o suspense tenso de A Testemunha, a emoção de Sociedade dos Poetas Mortos, o mistério dos sons japoneses de Shogun, o terror de Atração Fatal, o besteirol de Top Secret!

Fazer música é difícil. Fazer trilhas boas é para muito poucos.

Maurice Jarre era do grupo.

 
 

Simplicidade

 

Estar longe do blog há esses quase três meses não foi em vão. Foi (mais uma) época de mudanças, elas que são tão necessárias para que a vida tenha graça e que faça sentido. Muitos dias fora de São Paulo, com as queridas amigas do Rio de Janeiro (que ganham o reforço da Simone - bem-vinda de volta à terrinha, ó pá! Riso), e de quem morro de saudades!

E voltar para casa em todos os sentidos, agora que mais do que nunca é meu QG e o lugar que mais gosto na Terra, tem gosto mais docinho.

Mudar é bom e, cada vez mais, a vida se apresenta curta e merecendo que se faça dela um período de evolução. E com esse espírito fui ontem assistir a Gran Torino, filme de Clint Eastwood, que retrata muito bem a simplicidade das escolhas da vida que levam alguém a ser feliz.

O filme pode ter clichês mas o que importa ali é a forma de contar uma história emocionante. Sem artifícios, efeitos especiais. Maquiagem, apenas a necessária. Num paralelo à moda, o filme veste o 'pretinho', um colar de pérolas e um batom. Só. E assim, capta e cativa. Tudo bem, ele é sempre aquele ranzinza, de mal com a vida, e que vai amolecendo com o passar dos acontecimentos.

Mas na minha terra isso se chama viver.

A fantasia do cinema é maravilhosa. Mas quando a vida real está ali, sem medo de censura e de peito aberto... Só faço aplaudir.

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