Seleção

 

Há alguns meses, tive a honra de ser chamada para ser jurada de um dos grandes festivais de cinema do Brasil. Já imaginando a maravilha que seria fazer parte de um processo que adoro, o de ver filmes em seus mínimos detalhes, se a luz está boa, se o roteiro é coeso, os atores, a direção, a música.

 

E não me deixaram ir.

 

Porque primeiro eu tinha obrigações a cumprir onde trabalho, e dar este pequeno passo rumo a, quem sabe um dia, ser votante do Oscar® - coisa que o Walter Salles conseguiu ontem, inclusive – parecia pouco nobre para meu empregador, que preferia me ver sentada à frente da máquina esperando a banda passar do que abrir mão por alguns dias da minha presença física em prol de um bem maior, que poderia até render frutos à empresa.

 

Frustrante? Totalmente.

Esperado? Sim.

 

O mundo de hoje, infelizmente, é imediatista. E governado pela relação patrões x empregados, fonte do estresse de muita gente que explode de raiva com essas situações.

 

Pelo mesmo sentimento devem ter (quase) passado Alex Silva e Hernanes. Muricy estava certo em querer que eles ficassem. Mas não se pode tirar a alegria e o orgulho para um jogador que é vestir a camisa da seleção brasileira. Eles foram, e com justiça. Da mesma forma que eu teria ido. A sorte foi que ganhamos aqui, no final das contas deu tudo certo. Era esperado que o São Paulo vetasse a ida dos dois, mas algum bom senso falou alto.

 

Felizmente ainda existem patrões com cabeça neste mundo. E você, teria feito o que no lugar da diretoria?

 

 

IKER!

 

Até que não me saí tão mal assim nas previsões!

Casillas é realmente incrível. Fez jus ao melhor desempenho da Espanha na partida de ontem e pegou 2 pênaltis dos pés dos italianos.

E Buffon não merecia depois daquele quase-frango histórico!

A Fúria pega agora a Rússia - essa sim, queimou minha língua com requintes de crueldade.

Adoraria uma final Turquia x Espanha, desde sempre a seleção para quem mais torço na Europa. Mas como o jogo contra a Holanda mostrou, tudo - mesmo! - pode acontecer.

O bordão é horrível, mas quando o São Paulo ganha no sábado, domingo é dia de Massa. E não deu outra.

Primeiro líder brasileiro da F1 desde Senna em 93. Dá gosto de novo acordar aos domingos pra ver F1, de preferência acompanhando em real time os tempos no site oficial (sim, adoro e é coisa de família!).

Quanto aos demais resultados, nenhuma surpresa absurda, tirando o Inter do meu amigo Duda, que tomou notório chocolate ontem, causando a alegria dos demais habitantes da Doutor Seng, que dividem-se em são-paulinos, palmeirenses e gremistas, todos felizes com seus resultados e mais este alheio.

Que junto ao maravilhoso tinto Syrah nos levou ao Bourbon para ver Agente 86.

Sala de cinema muito boa e o filme, engraçado demais!

 

Confesso que fui com os 2 pés atrás, e a surpresa - e as risadas também.

Aproveito o ensejo para agradecer a sempre incrível companhia cinematográfica do novo gaitista (desculpem, piadinha interna) - que além de ser uma pessoa maravilhosa, me dá toda a calda de chocolate do sundae do McDonald's.

Como são boas as coisas simples.

 

 

 

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