Achei Mesmo.

 

 

Se aprendi uma coisa na vida, é parar de ligar para o que as pessoas acham de determinado assunto.

Achei a final de ontem - apesar de emocionante, antes que me crucifiquem de vez - um dos piores jogos de finais de Libertadores que já vi. A começar pelo juiz, que deveria ser banido para sempre dos estádios.

Duas coisas deram dó: o menino chorando por causa do ingresso falso pouco antes do início do jogo foi a pior. Fazer uma criança chorar daquela forma por um motivo tão absurdo é de fazer o culpado arder no mármore do inferno, como diziam na TV. Já era o prenúncio do que aconteceria ali no Maracanã. A outra foi ver o Fluminense nadar, nadar, nadar, tirar todo mundo, e morrer na praia. Mas como mostrou o Bom Dia Brasil de ontem pela manhã, o clima no treino no dia anterior ao jogo - mais conhecido como anteontem - foi de euforia demais, confiança demais, "já ganhou" demais.

Fato que transpareceu em um queridíssimo amigo jornalista do Rio, que esteve em São Paulo ontem pela manhã. Encontrei com ele em um evento que a Warner promoveu para Clone Wars, animação de Guerra nas Estrelas, sobre o qual, por causa de um embargo à imprensa, só posso falar em agosto. Mas meu amigo estava lá, de camiseta do Yoda e a do Flu, que exibiu a quem quisesse ver na sala de projeção. Falei pra ele "isso, vai comemorando antes da hora..." E ele baixou rapidinho falando "opa, não é comemoração, é só torcida".

E deu no que deu.

Lição-Chavão 1: Libertadores é para poucos.

Lição-Chavão 2: Jogo só acaba quando termina e se o juiz for mais catimbeiro que o Valdir Perez, é melhor reclamar enquanto há tempo. Eu se fosse o Thiago Neves, teria socado o árbitro quando mandou voltar o penalti dele. Ou pelo menos reclamado um mínimo.

Lição-Chavão 3: Árbitro argentino não pode ser escalado em uma final na qual esteja o Brasil.

Moral da História: Como disse lá no começo... A pior final que já vi. Repito: emocionante, porém horrível.

C.Q.D.

Wall-E

 

 

Pixar. Substantivo próprio.

Para mim, da mesma forma que julgo Stanley Kubrick perfeito mesmo se fizesse vídeos de festinhas, qualquer coisa que venha da gigante da animação associada à Disney, é digna de nota, crítica nota 10, recomendações aos amigos e barbadas no Oscar. Desta fachada de tijolinhos já saíram Toy Story, Ratatouille, Procurando Nemo, Carros, Os Incríveis, Monstros S.A.... Para mim, entre alguns que gosto mais, acho todos no mínimo nota 9. Mas há as exceções nota 10.

Caso de Wall-E, um primor de filme. Que começa com um aperitivo maravilhoso: o curta-metragem Presto, sobre as desavenças de um ilusionista com seu coelho. É f-a-n-t-á-s-t-i-c-o!!!

E na seqüência, a história do robozinho empilhador de lixo que se apaixona por uma robozinha "iPodiana" é uma das histórias de amor mais bonitas e bem dirigidas dos últimos tempos. Para variar, o filme tem tudo: excelente trilha sonora (que lembra muito a de Procurando Nemo, que é do mesmo diretor, Andrew Stanton, definitifamente o meu preferido da Pixar), visual acachapante (e eu que pensei que jamais fosse escrever esse termo na minha vida), drama, comédia, personagens cômicos, homenagem a Stanley Kubrick com várias referências a 2001 - Uma Odisséia no Espaço e lá se foram duas horas de puro prazer cinematográfico.

Não importa a sua idade, sexo, filosofia, religião, o que for. Wall-E, além de provar que um personagem não precisa de uma palavra sequer para cativar o público, é um dos filmes mais legais do ano!

Atropelando

 

Como previ alguns posts atrás (ficando boa nisso, heheh), deu España na Euro 2008.

Nada mais justo para um time que joga por música, assunto sobre o qual já tratei aqui. Que além de ter Casillas, Iniesta, Fernando Ramos e Marcos Senna (aliás, o sobrenome Senna da Silva - "Não somos parentes!" - tem mágica no esporte brasileiro, que coisa !!!), tem um verdadeiro esquema de jogo funcional, que consegue escapar de marcação adiantada, que não erra passes e que mesmo sob pressão, dá show.

 

E que quando chega ao ataque, arrebenta. Confunde os marcadores, dá baile no meio de campo. Confesso que ao tentar assistir a qualquer partida depois da final da Euro, troquei de canal.

Cruzeiro x São Paulo, o clássico da rodada, foi o melhor jogo da rodada, e já a rodada mostrou exatamente do que se alimenta nosso futebol: jogadas truncadas, erros de passes, gols oportunistas de bate-rebate e de pênalti.

Vide o Gre-Nal, deu sono. Salvando em SPFC x Cruzeiro, claro, os dois gols do jogo - golaço de Borges! - e as atuações dos dois goleiros, que mantiveram o placar na igualdade, o resto foi triste.

 

Viva España e viva o verdadeiro futebol de seleção. Que sirva de exemplo para as Olimpíadas, o Dunga e o Tricolor, que ainda sonho em ver jogando desta forma.

 

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Bela Vista, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Esportes
MSN - mfbm@hotmail.com