Si, se Allen.

Tem gente que pode não gostar de Woody Allen. Confesso que na infância eu também não gostava, talvez fruto do "anti-Allenismo" que minha mãe sempre nutriu por ele e seus filmes. Porém, no decorrer da vida, filmes como A Era do Rádio, Crimes e Pecados, Desconstruindo Harry e Poderosa Afrodite me fizeram passar a respeitar Woody Allen demais.

Dentro da chamada fase européia, onde Allen rodou Match Point, Scoop e O Sonho de Cassandra, a capital catalã é o palco de Vicky Cristina Barcelona, comédia fantástica que traz Penélope Cruz do jeito que Woody gosta: enlouquecida, neurótica e ao mesmo tempo, doce e apaixonada. Ela merece um Oscar de Atriz Coadjuvante?

Merece.

Isso para não falar no resto do elenco. Javier Bardem deixou de lado toda a truculência e o cabelo apavorante de Onde os Fracos Não Têm Vez e retomou aquela persona que deixou Victoria Abril maluca no filme Entre as Pernas (que é demais, procure na locadora). Charmoso, sexy e irresistível, Juan Antonio é um pintor que faz uma proposta irrecusável às personagens de Scarlett Johansson (Cristina) e Rebecca Hall (Vicky): passar um fim-de-semana na cidadezinha de Oviedo, com bons restaurantes, vinhos e sexo. Claro que a aventura trará conseqüências variadas e hilárias, mas o melhor de tudo é quando entra em cena Maria Elena (Cruz), lá pela metade do filme. Descontrolada, é um dos personagens femininos mais bacanas dos últimos tempos. Imagino que Woody Allen tenha se divertido a valer filmando-a desta forma.

Fica a dica do cinema, e pra quem mora em SP, não perca o show incrível de Branford Marsalis e Chaka Khan no Parque da Independência, domingo às 16hs.

E hoje e amanhã, a formação original do Duran Duran no Via Funchal.

Bom fim-de-semana!