Pai dos Clássicos

 

Sorvete e calda de chocolate, sol e mar, filme e música. Coisas que não dá para saber como viver sem.

Filme e música andam juntos desde que a banda sonora trouxe esta possibilidade para deixar a vida melhor. Ver uma cena bem dirigida acompanhada de uma música incrível, potencializa o que um espectador quer: o arrepio - bom ou ruim - de um beijo, um susto, um sonho, um crescendo, um ápice. E poucos foram e são as pessoas que entendem a sutileza de um diálogo e a importância de notas musicais que dão clima a uma história.

Ontem, Maurice Jarre, um dos grandes compositores do cinema mundial, virou estrelinha no céu. Nascido na França, Jarre compôs músicas para mais de 160 filmes e especiais para filmes franceses, italianos, britânicos e norte-americanos. Pai do "cara-que-toca-luzes-em-Houston", Jean-Michel Jarre, Maurice ganhou 3 Oscars pelas trilhas sonoras de 3 filhotes nobres: Doutor Jivago, Lawrence da Arábia e Passagem para a Índia - todos da parceria com o diretor David Lean.

Topázio, de Alfred Hitchcock também tem sua partitura, assim como obras tão ecléticas como as melodias de Ghost - O Outro Lado da Vida, o suspense tenso de A Testemunha, a emoção de Sociedade dos Poetas Mortos, o mistério dos sons japoneses de Shogun, o terror de Atração Fatal, o besteirol de Top Secret!

Fazer música é difícil. Fazer trilhas boas é para muito poucos.

Maurice Jarre era do grupo.