Pai

 

Um cara fantástico. Uma alma boa. Um amigo em quem se podia confiar.

Um cozinheiro de mão cheia, que às vezes errava no sal, mas sabia como consertar tudo.

Um talento para fazer amigos, visto o grande número de pessoas que o homenagearam. Mas não amigos comuns, e sim os que realmente se importam.

Uma grande força da natureza, com aquele tamanhão todo e o vozeirão que fez desnecessário qualquer possível tapa na infância. Só que com um coração 3 vezes maior do que ele.

Nos criou com os melhores valores que há. E são eles que levo no coração: amor ao próximo, simplicidade, a "boa malandragem" diante dos problemas, e principalmente, o bom uso da inteligência.

Era muito, muito inteligente.

E um pai maravilhoso que durante a vida toda passou a mim e minha irmã o amor pela música, pelas pessoas, pelas boas coisas, pelos amigos de verdade, pelo cinema, pelos livros e quadrinhos, que ele adorava.

Faz uma falta tremenda.

Mas o céu está em festa.

Obrigada por tudo, pai.

Te Amo.

Morumbi 2014

 

Vocês não sei, mas eu gosto do Kassab. Principalmente depois que ele anunciou publicamente (após ter dado a entender, na inauguração do Santo Paulo Bar), o apoio da Prefeitura de São Paulo ao Morumbi, como sede paulistana para a Copa de 2014.
 
Acho mais do que justo. O Morumbi vem merecendo, há tempos, uma melhor infra-estrutura. Precisa, principalmente, de transporte público e estacionamento. Estamos carecas de saber que o são-paulino torce o nariz para o fato de ter que pegar o carro, ir até o Morumbi, que é fora de mão para muita gente, não ter onde estacionar e contar com a sorte para que tudo esteja inteiro e no lugar no momento da volta para casa.
 
Ônibus então, nem se fala. É horrível ficar tanto na Francisco Morato (e andar até lá) como na Avenida Morumbi, com os pontos apinhados de gente e muitos motoristas passando reto com medo da baderna. O metrô, que já deveria estar pronto, será uma coisa extremamente útil para essa finalidade, mas que também tem de ser acompanhada por uma outra grande série de fatores, a cobertura do estádio, por exemplo.
 
Para você, quais seriam os pontos mais importantes desta melhoria, para as quais o prefeito Kassab disse ter certeza da colaboração do São Paulo FC?
 
As melhores idéias e as mais citadas virarão um documento da torcida, que farei questão de entregar aos dirigentes.
 
Pense sobre o assunto e inclua sua sugestão nos comentários desta coluna em http://cinefuteblog.zip.net
 
E vamos amanhã encher o Morumbi para apoiar a nossa garotada!

A Cidade Maravilhosa

 

 

Ter amigos no Rio de Janeiro...

...É desembarcar, sentir a brisa quente, ligar o celular e já ter 3 mensagens “me liga quando chegar” na caixa postal.

...É ter o dever do trabalho amenizado pela paisagem do Cristo Redentor, das praias, montanhas e rochedos.

...É querer encontrar os amigos e encontrar todos (menos um que já estava em débito mesmo e só o aumentou) J

...É conseguir ter pique para, em um dia e meio, passar por vôo, táxi pra Gávea, reunião fantástica e proveitosa na Tijuca, amigos do coração, amigos VIP, brincar e ver pela 3749837ª vez o High School Musical com a Cacá e a Nina, ver mais amigos, dar sorte para o Flamengo, tomar água de coco e um baita sol no PQD-Arpoador, discutir o roteiro de um filme que vai rolar, tomar uma Original que é entregue em casa, ir ao Atlântico e terminar tudo isso com um pastel de camarão do Belmont.

Um não, dois.

E uma empada.

Coluna Estação Tricolor

Garotos
 
 
Hoje esta coluna entra um pouco mais tarde no ar, porque esperou o resultado entre Brasil x Argentina se definir.
 
(A Olimpíada realmente me tira o sono.)
 
E me faz pensar em como a garotada brasileira, apesar do placar, é sim, importantíssima.
 
Tirando a velha discussão Ronaldinho Gaúcho - que acusam de amarelar em decisões, ok, mas para mim continua sendo um extraterrestre entre o resto dos jogadores - acho que um campeonato olímpico conflita, e muito, com o que o futebol representa hoje no mundo. É o esporte nacional de muitos países, e dessa forma, alimenta o sonho da molecada de, um dia, balançar redes mundo afora e render milhões de euros na continha no fim do mês. O espírito olímpico não tem chance no mundo de empresários e clubes milionários.
 
Quando eu era criança (pronto, modo entregando a idade: ligado) os meninos que estudavam comigo jogavam bola, mas não existia esse mercado absurdo, este investimento para um olheiro levar um menino de 14 anos para a Europa. As primeiras transferências para a Itália estavam acontecendo... Lembro quando o Careca foi para o Nápoli, uma dor no coração de ver aquele tremendo craque indo embora do Tricolor, porque já havia feito tudo e mais um pouco pelo São Paulo.
 
Vendo hoje o Breno (e o Alex Silva e o Hernanes) em campo, me deu um baita aperto.
 
Hoje o jogador é levado do clube sem ainda ter tido tempo de pavimentar a sua estrada ao lado dele. O dinheiro fala muito alto e a culpa não é de um, é de todos.
Claro que a molecada vai sair cedo, ainda mais de um time como o São Paulo, que sabe o quanto os juniores valem para dar continuidade a um planejamento.
 
A questão é justamente essa: continuidade.
 
Para mim, os primeiros contratos deveriam excluir cláusulas de rescisão (não ria!). Seria ideal e até utópico, que meninos joguem um tempo mínimo por seus clubes, tenham a oportunidade de amá-lo, de lutar por ele, para aí sim, desbravar Itália, Rússia, Suécia, Holanda, Espanha, para terem a oportunidade de ter uma história, como tiveram Raí, Leonardo, Careca, Müller e tantos outros.
 
O placar do jogo do Brasil de hoje reflete muito isso, a falta de entrosamento na hora do 'vamos ver'. A falta de amor pela camisa verde-amarela, que fica para trás no sentido prático da coisa. Um sentimento que, pelo menos por enquanto, está sobrando nas seleções feminina de vôlei e de futebol, para mim essas sim, as sérias candidatas ao ouro.
 
E este amor também pode amadurecer no jogo do dia 27, com o Morumbi lotado para dar apoio aos nossos meninos. Vá ao estádio e torça por eles.
 
Quem sabe eles não ficam mais um pouquinho.
 

Compra-se Sono

 

Olimpíadas. A cada 4 anos meu sono vive um tremendo salseiro.

Não só pelo futebol, que adoro, mas por absolutamente tudo.

Sério, assisto a saltos ornamentais, arremesso de dardo, vôlei, tênis de mesa, arco e flecha. Tudo.

E, obviamente, acabo tendo pouquinhas horas de sono com a TV ligada, já que eu dou aquela apagada maravilhosa quando não dá mais para agüentar - e esqueço de ligar o timer da TV para desligar.

Só que daí acordo com o Galvão gritando "Michael Phelps SEN SA CIO NAAAAAL", ou então um dos locutores do SporTV - mais o Milton Leite - gritando É POOONTO DO BRASIL!

É um baita susto acordar assim, rsrs! E pior é dormir depois...

E assim entre pontos, bloqueios, cestas, gols, braçadas e ippons, pergunto:

Alguém me vende um pacotinho de sono, por favor?

Se tiver um de horas, também ajuda!

(E ... Vai Brasil?)

(Minha grande aposta... Será?)

Santo Paulo Bar

São-paulinos, orgulhem-se!

Mais uma vez o seu clube saiu na frente.

O estádio do Morumbi ganhou um empreendimento à altura do maior clube do Brasil.

O bar!

Maior não é pelo tamanho, não. É pela qualidade do que se faz com um estádio do tamanho do Morumbi, que não lota seus jogos há muito tempo, e quando o faz, é porque estivemos em finais nos últimos anos.

Assim, o Morumbi tem uma nova fonte de receita, e melhor: de diversão para o torcedor Tricolor e também a todos os amantes do futebol.
O Santo Paulo Bar chegou para deixar almoços, jantares e happy-hours com um gostinho ainda melhor.

A visão que se tem do gramado é fantástica, de qualquer ponto no qual se sente:


As mesas imitam as de futebol de botão, propiciando até aquele famoso gol a gol com moedinhas enquanto não chega uma porção maravilhosa de batatinhas com alecrim. Mas se bater a vontade de bater uma bolinha, duas mesas de pebolim (Totó para os cariocas) estão à disposição em um cantinho da lateral esquerda do bar.


No outro lado, pela direita, está a sala VIP, com sofás e pufes, separados por uma porta envidraçada.

E no meio da estrutura toda, está o staff do bar, que fez festa para a gente na cozinha

(Em foto mais do que exclusiva desta blogueira xereta!), os garçons (que andam com a camisa 7), cumins (com a 5) e os dois maitres (com a 9), que terão a incumbência de tratar todos os clientes como se deve. E certamente o serviço será um diferencial.
Monitores com programação digital transmitem vídeos de todas as épocas do Tricolor. Nas escadas, placares históricos que deram títulos:

E por último, mas não menos importante, uma lojinha na frente, com produtos Coca-Cola (já que a FEMSA é um dos principais parceiros da empreitada) e também do São Paulo.


O bar abre de quarta a domingo, para almoço, jantar e happy-hour. Em dias de jogos, é preciso fazer reservas e comprar um pacote.

Que o São Paulo continue sempre assim, pensando não apenas em seus sócios, estrutura e marketing.
Mas pensando no futebol moderno, pelo qual tanto o clube tanto faz e tanto briga.

Coluna Estação Tricolor

Oração

Papai do Céu:

Já que voltamos a ser o que sempre deveríamos ter sido este ano;

Já que o capitão fez de falta e fez de pênalti;

Já que a zaga toma novamente contornos de parede intransponível;

Já que o meio está se mexendo como deveria;

Já que estamos confundindo a marcação do adversário novamente;

Já que estamos com um ataque motivado;

Com um atacante promissor;

Com um técnico que está no melhor momento de entender o time...

Será que rezando bastante conseguimos ficar assim até julho de 2009?

Amém.

Produção

 

Por enquanto esta é, provavelmente, a única cena de The Man Who Killed Don Quixote, dirigido por Terry Gilliam e estrelado por Johnny Depp, que você verá.

Hoje vou falar deste filme porque foi uma lição de vida profissional assistí-lo. E nesta semana, mais precisamente amanhã, dia 30, encerro minhas atividades como repórter da NBO Editora.

Estou feliz, mas apreensiva, como toda mudança requer. Feliz por mudar, principalmente, e apreensiva pelas peças que a vida prega, como bem sabe meu pai, touro de saúde, que foi pego na esquina por um bichinho do signo de Câncer, que deixa ele até agora no hospital, com dor em tudo.

A mudança traz muita, mas muita esperança. Engraçado como a vida tem essas fases de reviravoltas. Tudo vem junto! É o famoso clichezão fecha uma porta e abre duas janelas. Funciona que é uma beleza.

Mas vamos ao filme: Don Quixote já é tida como uma produção "maldita" no mundo do cinema. Sempre alguma coisa deu errado nas adaptações do romance do espanhol Miguel de Cervantes para a telona. Mas no caso de Gilliam, TUDO deu errado. Tudo mesmo.

Escalaram um ator igual ao herói. Idêntico. Jean Rochefort, escolhido após DEZ anos de pré-produção. Gilliam, famoso por conseguir finalizar seus filmes na curva do desespero - mas com tudo dando certo no final - desta vez não teve, nem de perto, essa sorte.

O ator teve hérnia de disco, séria. Ótimo não, um Don Quixote que não pode andar a cavalo! Pensa que foi só isso?

Não.

Gilliam teve a brilhante idéia de tentar conseguir 32 milhões de dólares com investidores europeus, livrando-o assim das imposições criativas dos estúdios americanos. Mas a redenção virou a maré e a equipe, que falava várias línguas, não se entendia. Os atores não vinham, porque seus outros projetos atrasaram, e assim, este também. Os cavalos não estavam bem treinados.

Na primeira cena em um belo semi-árido espanhol, Quixote cavalga e, de repente, caças do exército sobrevoam o set. Ninguém checou isso, produção?

Após a filmagem desta cena, da qual você vê a foto aí em cima, uma tempestade destruiu o set. Câmeras, cenários, luzes, tudo boiando. E atrasando. E os investidores europeus resolvem dar uma passadinha depois, para visitar as filmagens.

Demais, né?

Tudo isso está no excelente documentário Lost in La Mancha, dirigido por Keith Fulton e Louis Pepe.

Que era para ter sido o making of do filme, e virou a melhor lição do que não fazer em uma produção. Em um trabalho. Na vida. É a melhor descrição visual de um drama do processo criativo e sua fragilidade.

É Murphy - e sua lei - em pura essência.

Que venham as mudanças, que sejam benéficas.

Dexter Douglas

 

 

Baita injustiça...

No blog da querida Fran, um post citado por ela (pois ela jamais cometeria esse deslize) afirma que ninguém lembra do Freakazoid.

AHÁ, erraram! Eu lembro!

A primeira vez em que vi o personagem foi no Warner Channel, sábado de manhã. Era a seqüência de Pinky e Cérebro e Animaniacs, outros desenhos fantásticos que trouxeram um suspiro a esta jornalista, à época desesperada com a invasão de animes sem sentido que corromperam as mentes das crianças que não tiveram a felicidade de crescer com um Zé Colméia, Wally Gator ou Bicudo, o moleque-lobisomem.

(Bicudo, para quem não lembra)

Pois bem, Freakazoid. Criado por Bruce Timm e aperfeiçoado por um carinha aí chamado Steven Spielberg, o malucão - cuja identidade secreta é o nerd certinho Dexter Douglas, luta contra o crime ativando um bug em seu computador, virando um herói de pele azul e deixando vilões mais doidos que ele. Através do conhecimento adquirido toda vez que entra no cyberespaço - via o tal bug - Freakazoid é um show de citações da cultura pop e de variedades, com citações de filmes antigos cujas cenas aparecem em meio ao desenho, insanidades gráficas que o fazem parar de bater em um criminoso e um mordomo que o ajuda, Ingmar.

Apesar de poder virar eletricidade e cruzar o globo, Freakazoid adora esticar os braços e correr fazendo "swoooosh".

Os vilões de Freakazoid, aliás, são capítulo à parte. Referências de muitos personagens de séries e filmes, o meu preferido é o Cavernoso, que tem educação perfeita, aversão total a Klingons e assina a revista The New Yorker.

Outro vilão, LongHorn, ou Chifre Grande, foi inspirado em Johnny Cash. Já Invisibo tem a voz igual à de Vincent Price e foi assim batizado pelo próprio Freakazoid.

Há anos atrás, entrevistando a equipe de dubladores do desenho A Nova Onda do Imperador, da Disney, tive a grata surpresa de Freakazoid estar ali bem na minha frente! No caso, seu dublador, Guilherme Briggs, que confessou realmente ser o herói nerd. Mas como ele também era, na época, O Grinch (da Universal), preferiu não falar como o personagem, com medo de que os vilões pudessem usar isso contra ele.

Do próprio Briggs: VOLTA, FREAKAZOID!!!!

Dito isso, achei aqui alguns vídeos, que valem mais do que eu ficar aqui exaltando o fofo.

Esse aqui é uma abertura alternativa com os Animaniacs:

 

Esta é a abertura "crássica":

 

E um episódio para quando você tiver tempo. Esse é um dos favoritos, FanBobão (Parte 1), que zoa obviamente, fãs de quadrinhos, Star Wars e Trekkers em geral.

Coluna ET de Hoje

Veto

 

Ouvi ainda ontem, entre dois amigos.

O primeiro: “Tomara que a seleção se dê mal nas Olimpíadas para que o Alex Silva e o Hernanes voltem logo”.

Daí o segundo: “Você tá louco? Depois fica reclamando que o Brasil é uma m***, roendo as unhas a cada jogo da seleção – que todo mundo insiste em dizer que não está nem aí. Quero ver começar pra ver se você não vai torcer”.

Silêncio...

Seguido de um “É, pode até ser”.

Penso da seguinte forma: muita gente, inclusive esta que vos escreve, se considera mais torcedor de seu time do que da seleção. Só que não dá também pra ficar torcendo tanto contra o Brasil. Tudo bem que a seleção brasileira virou um grande negócio, com interesses de marketing, imagem, empresários, publicidade. Mas os clubes, também não? Acho que a ausência de dois dos nossos grandes jogadores será benéfica para o São Paulo, que terá de suprir a necessidade com o que há disponível. Creio ser este um bom treinamento para quando os dois forem para a Europa, cedo ou tarde. E quanto mais o Brasil progredir, mais o Tricolor terá tempo de, na ausência deles, entrosar o time com seus substitutos.

E assim, vestirei minha amarelinha do primeiro ao último jogo do Brasil. (Com um dó tremendo no coração pelo Robinho, que chorou por não poder defender seu país, vetado pelo Real Madrid). Se para alguns isso é bobagem, ainda bem que para muita gente é sério.

Vai Brasil! Boa sorte Hernanes e Alex Silva! Espero de coração que o mundo veja o quanto nosso time é grande por ter vocês no elenco.

Ainda que torçam contra.

Siiiiinging

 

Sexta, pra tirar um pouco do stress (e em uma ação hercúlea de minha parte para não deitar na cama e dormir), fui a uma balada do Couch Surfing e cantei a noite inteira com Alexis, Paulo, Virgilio e Bebeto, com seus violões e a morfética pandeirola meia-lua que encerrava as músicas. Tudo ótimo, novos gringos em SP vindos de todo canto do mundo, amigos antigos aparecendo e algumas horinhas de distração sem pensar em nada.

(Eu e Bebeto em momento star, junto ao terrível meia-lua)

Thanks, guys!

 

VOCÊ! VOCÊ! E TODOS VOCÊ!

 

E não é que em Paulínia o Mojica levou tudo?!?!?!

 

Ou quase tudo, porque Selton Mello ganhou o prêmio de Melhor Diretor. Ainda bem, pois seu novo filme, Feliz Natal, não é uma produção fácil. Porém com tantas qualidades que o filme (que estréia em 21 de novembro) tem, seria injusto que não levasse um prêmio "grande", condizente com a primeira experiência de Selton atrás das câmeras.

Encarnação do Demônio é rock n' roll puro. Feliz Natal é oposto, drama denso com sutilezas que aliviam, como o excelente menino Fabricio Reis, que dá show ao lado de Darlene Glória, de volta ao cinema após algumas décadas.

Na coletiva do filme, elogiei o desenho de som do filme, o que deixou o responsável pela área, Paulo Gama, com o pé atrás por alguém ter reparado no som do filme. "É bom, na verdade, quando ninguém presta atenção, sinal de que o som não ficou a mais nem a menos". Retratei-me depois, rindo, porque ele não tinha a menor obrigação de saber que a primeira coisa em que eu reparo em um filme é o som. Coisa de freak mesmo. Adoro os efeitos, música, barulhos, diálogos. E em Feliz Natal, tudo isso está muito bem orquestrado. Mas quem for ao cinema esperando um trabalho do Selton Mello 'bonzinho', vai se surpreender com a face underground do moço - já semi-revelada no teatro, com Zastrozzi.

Fato é que Zé do Caixão merece tudo, simplesmente por ser ele. Até enquanto Selton se remexia na cadeira a cada prêmio que seu Feliz Natal perdia em Paulínia, o roteirista de seu filme, Marcelo Vindicato (escritor bastante talentoso), dava risada na fila de trás e comentava "é isso aí, o Mojica merece". Porque se nada ali fosse ganho por ele, era uma carreira fadada ao fim.

E Selton tem um futuro brilhante. Mojica termina agora seu ciclo de terror e pragas, com uma bem executada trasheira, prato cheio para seus fãs.

E foi emocionante ver aquele senhor de capa preta fugir de seu lugar-comum e desejar, pela primeira vez, aos que ali estivessem, que conseguissem voltar às suas casas sem maiores problemas. Todos voltaram, felizes por um primeiro festival ótimo em Paulínia, por um novo diretor com chances a rodo de aprimorar seu talento e pela consagração de um dos maiores ícones do cinema brasileiro. Adorei.

Coluna Estação Tricolor

 

On Demand

É bom escrever após uma vitória como a de domingo. Dá margem ao cérebro para não ficar martelando sobre o que deu errado. E quando isso não depende de você, é triste. Afinal, somos torcedores e nosso papel fora de campo é puramente retórico. A nós, cabe gritar, se esgoelar na arquibancada, rezar para que a bola adversária passe longe das traves, torcer para que a pontaria dos atacantes esteja calibrada. Nada disso na prática depende de nós. Na prática, veja bem. Pois na teoria somos todos técnicos, Muricys cheios de táticas, idéias, planilhas e esquemas. E isso é saudável e divertido.

 

Esta semana, foi lançado em São Paulo um serviço que permite que você e um grupo de amigos se mobilizem para que aconteça a sessão de cinema de um determinado filme, que já passou nos cinemas ou que ainda vai estrear. Achei a idéia tão bacana que no fim-de-semana tive um sonho com essa premissa.

 

Imagine se fosse possível pedir um jogo por demanda.

 

No meu, eu reeditei o Flamengo de 1987 – com Zico, Jorginho, Bebeto, Leonardo e Zinho – jogando contra o São Paulo de 1992. O estádio, claro, lotado de gente que adoraria ver o embate. E tudo organizado pelo meu maravilhoso software de unir pessoas pela mesma paixão. Se um tricolor quisesse alguma revanche contra a Porcada-Mor de Edmundo, Evair & Cia... Sem problemas, marca o jogo, os caras ainda estão (mais ou menos) aí. Renda teria e motivação também.

 

Se o futuro do cinema é por demanda, unindo os fãs de O Poderoso Chefão ou das animações da Pixar para uma sessão na telona, adoraria ver os apaixonados por futebol conseguirem voltar atrás de tempos que não mais voltariam, não fosse o futuro. E é justamente ele, em toda sua incongruência, que nos permite voltar ao que não vivemos.

 

Mesmo que em um simples VT do qual se acorda para a realidade.

 

Tapete Vermêio

 

É, lá em Paulínia não é Red Carpet, nem Tapis Rouge.

Mas é bão o Festivar!

Segunda conto tudo e posto mais fotos.

Essa foi a Roberta que tirou. Thanks, baby!

Vá Por Ele

 

Assisti há poucas horas a Batman - O Cavaleiro das Trevas

Poderia ficar aqui falando horas sobre o Homem-Morcego.

Mas quem merece tudo é ele:

 

A cada vez em que ele aparece, você quer mais.

E infelizmente, não tem mais.

Quem sabe o Oscar faça justiça. O que só não acontecerá em caso de hecatombe.

Bem ao estilo do Coringa.

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